Minha História

Eu já estive do outro lado.

Passei anos tentando mudar meu corpo. Foi esse caminho que me ensinou a trabalhar do jeito que eu trabalho hoje.

Montinho Personal Trainer

O menino que sorria por fora

Desde criança, eu era o gordinho da turma. Sempre fui muito alegre, comunicativo e brincalhão. Quem me via de fora provavelmente imaginava que eu era uma criança feliz o tempo todo.

Mas, muitas vezes, aquele sorriso era uma forma de esconder como eu realmente me sentia quando me olhava no espelho.

Ser o mais engraçado era, sem perceber, uma maneira de me sentir aceito. De fazer parte do grupo. De compensar uma insegurança que eu carregava comigo todos os dias.

Apesar do sobrepeso, nunca fui parado. Sempre gostei de esportes. Pratiquei artes marciais, musculação e estava constantemente tentando mudar meu corpo. Eu me esforçava, treinava e buscava evoluir.

As pessoas diziam que eu era guerreiro. Que eu tinha força de vontade. Que uma hora daria certo.

Mas, no fundo, havia uma pessoa que ainda não acreditava em si mesma.

Eu olhava para o espelho e não enxergava o resultado que tanto desejava. Por mais que tentasse, parecia que eu nunca conseguia chegar lá.

Mas a verdade é que eu tentava. Deus sabe que eu tentava.

“Durante muito tempo achei que me faltava força de vontade. Levei anos para entender que mudar o corpo pedia mais do que tentar mais uma vez.”

O efeito sanfona que me destruía

A adolescência foi marcada por um ciclo que se repetiu por anos: a dieta da moda. Eu embarcava em cada promessa de resultado rápido que aparecia. Passava semanas sofrendo, restringindo, vendo o número na balança cair — e em seguida, recuperava tudo em questão de meses.

E sempre achava que era culpa minha. Que havia falhado. Que não tinha força de vontade suficiente. Essa narrativa me acompanhou por anos, destruindo minha autoestima e minha relação com a alimentação e com o meu próprio corpo.

Na época eu interpretava cada reganho como falta de força de vontade. Só depois fui entender que havia muito mais acontecendo: a estratégia, a rotina, o treino, a alimentação e a própria resposta do corpo.

Jornada de transformação
Jornada de transformação

A virada: decidir entender de vez

Chegou um momento, por volta dos 29 anos, em que algo quebrou em mim. Não de forma dramática, mas de forma definitiva. Eu estava cansado de tentar e falhar. Cansado de me odiar. Cansado de ser o meu próprio inimigo.

Decidi que, desta vez, eu ia entender de verdade. Fui estudar. Li tudo que encontrei sobre fisiologia do exercício, nutrição esportiva, metabolismo. Fiz cursos. Conversei com profissionais. Estudar me deu direção. Mas o que mudou o jogo foi aplicar aquilo na minha rotina real, observar como meu corpo respondia e continuar ajustando ao longo do caminho.

E as peças começaram a se encaixar.

+40kg

perdidos na transformação pessoal

+20 anos

de experiência em musculação

100+

alunos acompanhados

A transformação que mudou tudo

Nos 12 meses seguintes, eu transformei meu corpo de uma forma que nunca tinha conseguido antes. Não foi rápido. Não foi fácil. Mas foi sustentável — e isso fez toda a diferença.

Perdi mais de 40 kg e ganhei músculo. Uma das coisas mais importantes que aprendi foi que um plano só tem valor quando consegue funcionar também fora do papel. Aprendi a ouvir os sinais do meu corpo, a me alimentar sem culpa e a treinar com intenção.

O que mudou não foi nunca mais engordar. Os 40 kg vieram depois de várias tentativas e de muitos efeitos sanfona. E, mesmo depois, eu cheguei a engordar um pouco de novo. Nunca voltei ao meu pior momento.

A diferença é que agora eu percebia cedo. Eu sabia o que tinha saído do lugar e conseguia voltar rápido. Antes, cada escorregada virava desistência. Depois, virava um ajuste.

Foi olhando para trás que comecei a perceber quantas pessoas também sabem que precisam mudar, tentam de verdade, mas têm dificuldade de transformar isso em algo que consigam sustentar.

Montinho Personal Trainer
Montinho Personal Trainer
Montinho Personal Trainer

Por que me tornei Personal Trainer

Comecei a ajudar amigos e familiares e vi o mesmo padrão se repetir: pessoas inteligentes e esforçadas, que já sabiam boa parte do que deveriam fazer. Foi aí que percebi que, muitas vezes, informação não era o único problema. Faltava conseguir transformar aquilo em rotina — e ter alguém olhando o que acontecia depois.

Estudei, me formei e aprofundei meus conhecimentos em tudo o que envolve a musculação e a transformação corporal sustentável. Minha busca sempre foi separar o que a ciência realmente comprova daquilo que é apenas mito, modismo ou promessa vazia.

Hoje meu trabalho vai muito além de passar exercícios. Montar o treino é o começo; o que vem depois é que faz diferença. Quando a sua rotina muda, a gente reorganiza. Quando a carga para de subir, a gente investiga por quê. Quando um exercício não encaixa, a gente adapta. E quando você perde uma semana, o plano não acabou: a gente retoma. Foi vivendo esse caminho que eu entendi por que acompanhar o que acontece depois é tão importante.

“Minha história não é o motivo para você acreditar que vai conseguir. É o motivo de eu trabalhar do jeito que trabalho hoje.”

O que me diferencia

Ter emagrecido não me faz, sozinho, um bom treinador. O que sustenta o meu trabalho é a soma da minha formação acadêmica, de mais de 20 anos de musculação, de cursos em treinamento e de anos acompanhando alunos com objetivos, rotinas e corpos diferentes.

A minha história entra em outro lugar: ela me deixou atento ao que acontece entre saber o que fazer e conseguir fazer. Eu sei como é acordar sem querer se olhar no espelho, e conheço o ciclo de culpa e frustração.

Por isso, quando um aluno some uma semana, eu não tiro uma conclusão automática. Primeiro quero entender o que aconteceu. Às vezes o treino precisa mudar. Às vezes a rotina mudou. E às vezes a pessoa só precisa retomar.

Quem treina comigo já ouviu a palavra: chalalá. É como eu chamo o algo a mais que faz diferença — a carga que sobe, a técnica no fim da série, a repetição que você jurava não ter. Não é segredo, e faço questão de dizer isso: segredo é o que alguém esconde, chalalá é o que você acrescenta de propósito. O básico bem feito já leva você longe. O chalalá é o detalhe que faz o treino render de verdade.

O que aprendi no caminho

Que um bom plano precisa caber na vida real, não numa semana imaginária que você não consegue sustentar. Plano bonito no papel e impossível na rotina não serve para ninguém.

Que seguir o plano não é viver perfeito. Se num dia o treino precisa ser mais curto, ele pode ser mais curto. Se você saiu do caminho, isso não significa abandonar tudo. O que mais pesa não é errar: é quanto tempo você fica fora antes de voltar. Por isso eu falo tanto em recomeçar rápido.

Que o corpo às vezes responde diferente do que a gente imaginava, e tudo bem. A resposta é informação: muda o volume, a carga, a frequência, o cardio ou a recuperação entre os treinos. O treino evolui junto com você.

É daí que vem um bordão meu: “fazendo o que precisa ser feito, por tempo suficiente, é impossível dar errado”. Não é uma garantia de prazo, peso ou resultado específico. É o meu jeito de lembrar que o caminho não precisa ser perfeito: ele precisa continuar sendo ajustado e executado.

“Seu shape merece um chalalá.”

Se alguma parte dessa história parece familiar, me conta onde você está hoje. A gente conversa e vê como eu posso te acompanhar.

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